ANÁLISE DO PICO DE FLUXO EXPIRATÓRIO EM ADULTOS PRATICANTES DE ATIVIDADE FÍSICA E ADULTOS SEDENTÁRIOS

Silvia Fróes Bassini, Francielli Antunes de Macedo, Jaqueline de Jesus Silva

Resumo


A prática regular de atividade física proporciona efeitos positivos sobre o organismo, por sua vez, a inatividade física/sedentarismo tem influência na obesidade, podendo provocar uma síndrome restritiva pelo acumular de gordura peritorácica e abdominal, diminuindo os volumes pulmonares. O Pico de Fluxo Expiratório (PFE) é uma das medidas de função pulmonar que pode ser definida como o maior fluxo obtido em uma expiração forçada a partir de uma inspiração completa ao nível da capa­cidade pulmonar total. Objetivo: avaliar o Pico de Fluxo Expiratório em adultos praticantes de atividade física e em adultos sedentários comparando os valores obtidos na população estudada. Metodologia: Trata-se de um estudo transversal quantitativo. A amostra foi composta por 98 indivíduos adultos com idade entre 18 e 40 anos de ambos os gêneros, divididos em dois grupos, o grupo Ativos (A), o segundo grupo foi composto por Sedentários (S). Ambos foram captados no Campus da Universidade Cruzeiro do Sul de São Miguel Paulista - SP. A análise estatística e a construção gráfica dos dados obtidos foi realizada no software GraphPad Prism (versão 6.01). Resultados: Participaram desse estudo 98 indíviduos, onde houve a predominância do gênero feminino. A média de idade no grupo A foi de ±26 anos com desvio padrão de ±6,98, e no grupo S ±25 anos, com desvio padrão de ±6,61. Pudemos observar significância de p<0,0001 à comparação dos grupos A e S, com relação ao volume do PFE, onde o grupo A obteve média de ±429.2 L/min e o grupo S, média de ±331.8 L/min. Sobre os valores de PFE encontrados relacionados a problemas respiratórios, percebemos que dentre os que não possuíam (Ausente) no grupo A, a medida do PFE encontrava-se ±428,5 L/min, sobre ±337,8 L/min do grupo S, obtendo-se significância estatística com p<0,001. Com relação aos participantes que possuíam (Presente), apesar de observarmos um valor de PFE entre ±445,0 L/min no grupo A, e no grupo S ±313,3 L/min, não se obteve significância. Os grupos A e S também foram subdivididos em faixas etárias: Subgrupo Adultos Jovens (18 a 30 anos); e  subgrupo Adultos (31 a 40 anos). Observou-se significância (p<0,01) entre A e S no subgrupo Adultos Jovens, com medidas para A = ±419,4 L/min e para S = ±326,8 L/min. Para o subgrupo Adultos, as medidas de A foram ± 456,2 L/min, e S ±347,5 L/min. Com relação a frequência semanal de atividade física e os valores encontrados de PFE, não apresentou-se significância. Discussão: Os resultados obtidos demostram que os valores de PFE no grupo A foram significativamente superiores aos do grupo S, o que sugere que a atividade física influencia nesses valores. Goya, 2009 afirma que em relação à mecânica pulmonar, observou-se que o volume minuto e volume corrente estão estatisticamente relacionados à atividade física, ou seja, a quantidade de ar que se movimenta pelas vias aéreas a cada minuto é mantida melhor naqueles indivíduos que praticavam atividade física regular. Conclusão: Os resultados obtidos reforçam a importância da prática de exercícios físicos, para a manutenção e melhoria dos valores PFE e da composição corporal que está diretamente ligada a esses valores, comparado com o estilo de vida sedentário, apesar de muitos saberem a importância da prática de atividade física como protetor da saúde, ainda não há regularidade à prática da população em geral.


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